Baixa 22 - Quem não gosta de sushi?

Nhom NHom NHOm NHOM! :D

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22 agosto 2009

Vazio :)



"Tal como o silêncio após o ruído, ou a água pura e fresca num dia quente e abafado, o Vazio limpa a mente desarrumada e recarrega as baterias da energia espiritual. No entanto, muitas pessoas têm medo do Vazio, porque lhes recorda a solidão. Parece que tem que ser tudo preenchido - as agendas, as encostas, os baldios -, mas é quando todos os espaços estão preenchidos que realmente começa a Solidão."
in "O Tao do Pooh" de Benjamin Hoff

:) Terminei hoje de ler o livro "O Tao do Pooh". Bem disposto e fácil de ler, foi uma boa leitura de férias. Fica aqui uma das várias ideias que me marcaram.

06 agosto 2009

Monogamia: uma opção I

Nestes últimos tempos tenho estado entretida a pensar sobre a nossa cultura monogâmica, como é que ela se estrutura, os pesos e alegrias que acarreta, os casais e as famílias que gera.

• Porque será que escolhemos ser monogâmicos?
• Porque será que tantas pessoas não conseguem sê-lo sem o tomarem como uma castração profunda?
• Porque será que tantas outras falham ao compromisso esporadicamente ou de forma continuada?

Substantivo feminino singular
mo.no.ga.mi.a

1. estado de uma pessoa que convive de forma marital exclusiva com o parceiro
2. união de um macho com uma única fêmea
3. condição do monógamo

Estamos há muitos séculos organizados em sociedade desta forma. Provavelmente por acreditarmos ser, dentro das hipóteses possíveis, a que mais felicidade nos pode trazer. Claro que também herdámos essa cultura e abraçamo-la como nossa. A Igreja teve nos últimos séculos uma influência incrível nessa referência cultural pois sempre defendeu que a monogamia propicia a integridade familiar.

Outras hipóteses estruturais possíveis seriam a já conhecida poligamia e o mais recente conceito/movimento Poliamor. O Poliamor «defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultâneamente

Eu continuo a acreditar que de todas a hipóteses estruturais, aquela que resulta melhor para a generalidade das pessoas é a monogamia. Isto porque penso que a poligamia é de fundo desequilibrada. Já o poliamor precisaria de pessoas com uma abertura de mentalidade, uma confiança em si próprias estrondosa, que não fossem ser consumidas pelos ciúmes e inseguranças, de forma a viverem felizes nessa partilha continuada. Acho que já a dois não é fácil o equilíbrio, quanto mais a 5 ou a 6...

Logo voltei à casa de partida, a Monogamia como opção. No entanto as dúvidas permanecem. Porque há tanta insatisfação? :)

E aqui acaba a inocência dos contos de fadas, dos príncipes encantados e do "viveram felizes para sempre".
Não há pessoa alguma nesta terra que vá de encontro a todas as nossas expectativas e necessidades. Podemos encontrar pessoas que amamos imenso e que acabam por corresponder a grande parte das nossas necessidades e com quem sentimos querer partilhar a nossa vida toda, porque acreditamos poder ser felizes com elas. Serem intelectualmente estimulantes ou serem meiguinhas, serem aventureiras ou serem desportistas natas, ou serem... as 500 mil coisas que eu adoraria que a outra pessoa fosse. :)

Eu acredito que acabamos por compensar nas nossas amizades as lacunas das nossas relações, de forma a nos sentirmos mais inteiros. Também ao nos dedicarmos às relações, acabamos por investir mais nas partes em comum e deixar as outras um pouco mais de lado.

No entanto quanto mais nos dedicamos à relação, a não deixar que se torne monótona, igual, desinteressante, quanto mais crescemos em intimidade, menor a probabilidade de interesses "exteriores" captarem a nossa atenção. No entanto a monogamia é uma convenção, é um compromisso. E vive-se na dança entre a curiosidade pelo novo, pelo desconhecido e o conforto e a realização da intimidade profunda conquistada.

Acho que é uma balança onde pomos de um lado o que temos construído, e do outro novidades que me estimulam. E opto todos os dias por um dos pratos:
  1. Enquanto a balança pesa evidentemente para o lado do que temos construído, vivemos tranquilos uma monogamia escolhida e sentida. Não ignorando o que existe, opto por isto, estou feliz aqui.
  2. Quando a balança mexe e fica ali no meio, pode fazer-nos duvidar, mas assumimos um compromisso que provavelmente nos ajudará a decidir o que fazer. Afinal não vou estragar uma construção com N tempo, por um interesse momentâneo e pouco conhecido. Caprichos da minha curiosidade.
  3. E ainda pode acontecer da balança pender toda para o outro lado. E quando isso acontece e nada se faz, as pessoas acabam por viver uma monogamia frustrada, onde as opções que fizeram são fardos. Muitas vezes vivem paralisadas nesse estado e não fazem nada para inverter a balança para o que era, nem optam por romper com o passado construído. E acredito que é nestas situação que nascem a grande maioria das traições.

As traições são "quebras" ao código da monogamia, onde pomos em causa a confiança que o outro depositou em nós. Podemos tentar classificar as traições em 2 grupos:
- Sem ligação afectiva:
Uma vez ou de forma continuada com diferentes pessoas.
- Com ligação afectiva:
Uma vez ou de forma continuada com a pessoa com quem existe a ligação afectiva.

Existem também pessoas com estruturas familiares monogâmicas que depois internamente resolvem que o melhor para eles casal é terem relações abertas. Uma forma de na estrutura convencional de família não abdicarem de explorar novos mundos na sua sexualidade. Isto porque acredito que esse tipo de relação abre espaço no campo sexual, mas não abdica da sua fidelidade no campo emocional. Como é que isso depois funciona na prática, só mesmo conversando com alguém que de facto tenha vivido isso para descobrir.

Tudo isto são opções diárias, umas solitárias, outras a dois. ( ou a 5 ou a 6...hehehe para os mais ousados)

Para mim o que mais me "assusta" e ao mesmo tempo delicia é saber que o nosso coração tem capacidade de amar imensa gente. De modos diferentes, é certo, mas o nosso coração é tudo menos monogâmico. As paixões, essas sim, levam tudo atrás se deixarmos e fazem-nos pensar 25h/dia na pessoa "amada". Mas as paixões não duram para sempre, o amor, a intimidade, o caminho percorrido esses sim perduram...

Comida Tailandesa

Provei e gostei muito. :D

A descrição mais "bruta" que me ocorre é uma mistura de cozinha chinesa, aqueles legumes salteados, com cozinha indiana com todos aqueles sabores frutados, deliciosos!! Um pouco apimentado, mas isso eu gosto. ;)

A voltar noutra ocasião especial! :)

04 agosto 2009

Mundos


pick a dream, originally uploaded by Digi Butterfly.

O Sonho, um mundo.

Aqui vive-se, não só se sobrevive. Alimenta-se a alma com novos desafios. Este mundo dos sonhos é tão infinito e tão real quanto o tempo e andando de mãos dadas vão mudando em conjunto.

Vidas passam, várias!

Aqui os limites terrenos são meramente indicativos. O impossível não o é, convidando-nos a construir o nosso sonho. Os sonhos como os segredos, querem muitas vezes vir ao de cima e tornar-se realidade. E nesta dança de permissões, desejos, vontades em fatias de futuro, dá-se a escolha entre a realização e a ilusão.

Viver iludido ou realizar os sonhos?
A escolha parece óbvia quando se está mergulhada no mundo dos sonhos sem qualquer restrição. Quando se volta à realidade e se confronta o sonho com a circunstância, aí sim, começa o verdadeiro desafio e as mil danças de equilíbrio.

Que tens sonhado tu?! :)